Avanços no Projeto de Georreferenciamento dos Ecomuseus, dos Museus Comunitários Brasileiros e do Patrimônio Cultural mobilizados pelos territórios de museologia comunitária.
A iniciativa é elaborada por meio de uma cooperação técnica entre a Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (ABREMC), o Departamento de Geografia da Universidade Regional do Cariri (URCA) e a Fundação TERRA.
Origem e Maturação do Projeto
O projeto é fruto direto dos acúmulos e reflexões gerados durante os Seminários Ecomuseus e Geoparques do Estado do Ceará, realizados em duas edições:
2025 (Maranguape): Início dos debates sobre a integração entre a cartografia geográfica e as metodologias da museologia comunitária.
2026 (Crato): Aprofundamento dos critérios técnicos para o mapeamento de territórios museológicos e de acervos vivos.
Aclamação e Aprovação
A proposta técnica ganhou escala nacional durante a programação do 2º Colóquio Internacional Paulo Freire e Museologia Comunitária da ABREMC, realizado na reitoria da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em São Paulo, em agosto de 2026.
Na ocasião, durante reunião de trabalho, o Departamento de Geografia da URCA apresentou formalmente a proposta do projeto para representantes de diversas instituições e redes parceiras:
ABREMC (Associação Brasileira de Ecomuseus e Museologia Comunitária)
Ibram (Instituto Brasileiro de Museus)
Secult Ceará (Secretaria da Cultura do Estado do Ceará)
Secretaria de Cultura e Turismo de Maranguape (Secult Maranguape) e Projeto CONSIGO.
UNESP (Universidade Estadual Paulista)
UNINA (Universidade de Nápoles, Itália)
Fundação TERRA/Ecomuseu de Maranguape
Ecomuseu dos Baixios/Geopark Araripe Mundial da UNESCO
A proposta foi aprovada por unanimidade, consolidando a cooperação interinstitucional e definindo as diretrizes metodológicas do Projeto.
Início pelo Estado do Ceará e Apoio Territorial
A fase piloto do georreferenciamento terá início no estado do Ceará, que servirá de laboratório metodológico antes da expansão para as demais regiões do Brasil. Para a implementação no território cearense, a iniciativa contará com o apoio comunitário e com a atuação local do Ecomuseu de Maranguape e do Ecomuseu dos Baixios (Crato).
Paralelamente, novos parceiros e apoios institucionais estão sendo articulados em reuniões setoriais contínuas, ampliando a rede de sustentação e a espacialização do projeto.
Por que o Georreferenciamento é Fundamental?
Este projeto vai além da simples delimitação de coordenadas em um mapa. O georreferenciamento dos ecomuseus e museus comunitários representa uma ferramenta de autonomia, planejamento e salvaguarda cultural:
Visibilidade e Reconhecimento: Insere no mapa oficial experiências culturais e patrimoniais historicamente invisibilizadas pela museologia tradicional.
Defesa do Território: Documenta as relações entre comunidades, meio ambiente e patrimônio material e imaterial, auxiliando as políticas de desenvolvimento integral dos territórios museológicos.
Substrato para Políticas Públicas: Oferece dados estruturados para que o Ibram, a Secult Ceará e os órgãos gestores fundamentem editais, fomentos, planos e políticas setoriais no campo da museologia comunitária.
Aprimoramento do trabalho em Rede: Conecta iniciativas locais em uma plataforma interativa acessível a pesquisadores, estudantes, gestores e ao público em geral.
Turismo de Base Comunitária: Estimula rotas de visitação éticas e sustentáveis, gerando trabalho e renda para as comunidades locais.
Acompanhe e Participe
O projeto segue na fase de estruturação das ferramentas digitais e de realização das reuniões setoriais de articulação. Acompanhe os próximos informativos.


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