PROJETO CONSIGO...
Vozes do Território: Alunos da Rede Municipal Iniciam o Inventário Cultural Participativo
Em uma feliz coincidência com as celebrações da Semana da Água e da Árvore, o Projeto Consigo deu o pontapé inicial em suas atividades práticas formativas, levando às comunidades escolares uma proposta de conexão profunda com o território e a cultura locais.
O Ponto de Partida: Escola Municipal José de Moura
A primeira unidade a receber as ações foi a Escola Municipal José de Moura, localizada no distrito de Cachoeira. A escolha da instituição foi estratégica e afetiva: o local já é um terreno fértil para a educação patrimonial.
Desde 2008, o Ecomuseu de Maranguape desenvolve, em conjunto com os estudantes desta escola, o programa formativo "Agente Jovem do Patrimônio Cultural". Essa base sólida de trabalho comunitário permitiu que o Projeto Consigo chegasse encontrando jovens já despertos para a importância de suas raízes.
Protagonismo Juvenil e Inventário Cultural
As atividades envolvem um grupo de 30 alunos, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. O objetivo é desafiador e inspirador: transformar esses estudantes em pesquisadores de sua própria realidade. Através da produção de um inventário cultural participativo, os jovens são incentivados a:
Identificar os "fazedores de cultura" de suas comunidades;
Mapear as linguagens artísticas presentes no território;
Cultura que Transforma
Lançar o projeto durante a Semana da Água e da Árvore reforça o conceito de que o meio ambiente não é apenas a natureza intocada, mas também o lugar onde vivemos, produzimos cultura e construímos nossa história. Ao olhar para o entorno, os alunos da Escola José de Moura não apenas estudam o passado, mas também plantam as sementes de um futuro mais sustentável e consciente.
PROJETO CONSIGO
Saiba mais...
I - Projeto Consigo: Fase 3 – Inventário Cultural Participativo
O Projeto Consigo nasceu em 2020 como uma semente de educação patrimonial plantada pelo Ecomuseu de Maranguape. Reconhecida internacionalmente logo em sua gênese pelo Prêmio Ibermuseus de Educação, a iniciativa conectou 25 escolas públicas em uma rede de valorização do patrimônio cultural e das memórias locais entre os jovens estudantes.
O que começou como uma ação pontual evoluiu para um programa contínuo de graduação em fases. Em 2022, na Fase 2, o projeto foi laureado com o Prêmio Nacional Darcy Ribeiro (Ibram), com o subtítulo "Maranguape Cidade-Museu". Ali, a cidade passou a ser compreendida como um acervo a céu aberto, onde cada rua, edificação histórica, praça, monumento, personalidade e cada cidadão guardam fragmentos da identidade maranguapense, a serem catalogados, sistematizados e visibilizados por meio de estratégias de curadoria comunitária.
2026: O Protagonismo da Comunidade
Agora, em sua Fase 3 (2026), sob a coordenação do CENTRO COMUNITÁRIO DE CACHOEIRA, o Consigo, para atingir a base de sua maturidade metodológica, conta com o apoio fundamental da SECULT Maranguape, que, por meio da Lei de Incentivo Cultural Aldir Blanc (PNAB)/MINC/Governo Federal, apoia, com recursos financeiros e técnicos, a realização do Inventário Cultural Participativo. Em outras palavras, uma construção coletiva com e para:
Olhar Interno: A própria comunidade (escolar e territorial) identifica o que considera patrimônio cultural (diferentes linguagens) e seus fazedores.
Educação em Rede: As escolas continuam sendo o elo vital, transformando alunos e professores em pesquisadores e comunicadores de suas próprias realidades.
Mapeamento etnográfico: O inventário não busca apenas catalogar, mas também captar, produzir e validar, coletivamente, os sentidos da cultura viva.
Por que um Inventário Participativo?
Realizar esse inventário em 2026 significa consolidar Maranguape como referência em gestão cultural democrática. Ao documentar (identificar, catalogar, sistematizar e organizar em redes) os fazedores culturais sob a ótica de quem as vive, o CONSIGO poderá sinalizar caminhos de sustentabilidade e ainda que as futuras gerações tenham acesso a uma herança preservada por quem melhor a conhece: o povo.
Os Sujeitos da Pesquisa: Os Fazedores de Cultura
Ao aproximar o projeto das escolas, o Consigo transforma alunos e professores em agentes ativos do inventário. Ao identificar e documentar quem faz a cultura em seus distritos e territórios, a escola não apenas mapeia o patrimônio cultural vivo, mas também contribui para uma educação integral que valoriza a identidade local e conecta o currículo escolar e a aprendizagem significativa à vida pulsante de Maranguape.
"O patrimônio só faz sentido se a comunidade se reconhece nele. Na Fase 3, o Consigo entrega o inventário nas mãos de quem é o verdadeiro dono da história." (Adelaidinha Prata, Secretária de Cultura e Turismo de Maranguape).




































