PROJETO CONSIGO 2026:
INVENTÁRIO CULTURAL PARTICIPATIVO
Projeto Consigo: Fase 3 – Inventário Cultural Participativo
O Projeto Consigo nasceu em 2020 como uma semente de educação patrimonial plantada pelo Ecomuseu de Maranguape. Reconhecido internacionalmente logo em sua gênese pelo Prêmio Ibermuseus de Educação, a iniciativa conectou 25 escolas públicas em uma rede de valorização do patrimônio cultural e de memórias locais entre os jovens estudantes.
O que começou como uma ação pontual avançou para um programa contínuo de graduação por fases. Em 2022, na Fase 2, o projeto foi laureado com o Prêmio Nacional Darcy Ribeiro (Ibram), adotando o subtítulo "Maranguape Cidade-Museu". Ali, a cidade passou a ser compreendida como um acervo a céu aberto, onde cada rua, edificação histórica, praça, monumentos, personalidades e cada cidadão guardam fragmentos da identidade maranguapense, a ser catalogada, sistematizada e visibilizada por meio de estratégias em curadoria comunitária.
2026: O Protagonismo da Comunidade
Agora, em sua Fase 3 (2026), o Consigo para atingir a base de sua maturidade metodológica, conta com o apoio fundamental da SECULT Maranguape, que através da Lei de Incentivo Cutural Aldir Blanc (PNAB)/MIC/Governo Federal, apoia com recursos financeiros e técnicos a realização do Inventário Cultural Participativo. Em outras palavras, uma construção coletiva com e para:
Olhar Interno: A própria comunidade (escolar e território) identifica o que considera patrimônio cultural (diferentes linguagens) e fazedores de cultura.
Educação em Rede: As escolas continuam sendo o elo vital, transformando alunos e professores em pesquisadores e comunicadores de suas próprias realidades.
Mapeamento etnográfico: O inventário não busca apenas catalogar, mas também captar, produzir e validar coletivamente os sentidos (poético e politico) da cultura viva.
Por que um Inventário Participativo?
Realizar esse inventário em 2026 significa consolidar Maranguape uma referência em gestão cultural democrática. Ao documentar (identificar, catalogar, sistematizar e organizar em redes) os fazedores de cultural sob a ótica de quem as vive, o CONSIGO poderá sinalizar caminhos de sustentabilidades e ainda, que as futuras gerações tenham acesso a uma herança preservada por quem melhor a conhece: o povo.
"O patrimônio só faz sentido se a comunidade se reconhece nele. Na Fase 3, o Consigo entrega o inventário nas mãos de quem é o verdadeiro dono da história." (Adelaidinha Prata, Secretária de Cultura e Turismo de Maranguape).
Por onde começar?
Projeto Consigo 2026: As Bases para o Inventário Cultural Participativo
A Fase 3 do Projeto Consigo inicia-se sob o signo da colaboração. Compreendendo que a cultura se faz no território e com as pessoas, o percurso de 2026 estabelece como alicerce fundamental a parceria com a Secretaria de Educação (SEDUC) de Maranguape e os núcleos gestores das escolas de Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano).
Articulação Institucional e Cooperação Técnica
O pontapé inicial deste ano letivo deu-se através de diálogos estratégicos para o estabelecimento de um Acordo de Cooperação Técnica. Este alinhamento envolve diretamente:
A SECULT Maranguape (Secretaria de Cultura Adelaíde Prata);
O Centro Comunitário de Cachoeira, representado por Dalisson Cavalcante;
A SEDUC Maranguape, através do Secretário Júnior Soares e da Secretária Adjunta Sirone Freire.
Esta união de forças garante que as ações do Consigo estejam alinhadas às diretrizes municipais, fortalecendo a rede de apoio institucional necessária para uma ação de tamanha magnitude.
Da Jornada Pedagógica ao Chão da Escola
A apresentação pública da proposta da Fase 3 ocorreu durante a Jornada Pedagógica do Município, momento em que o Consigo foi apresentado por Adelaíde Prata ao coletivo de gestores escolares. No entanto, o projeto entende que a sensibilização exige proximidade.
Por isso, em fevereiro de 2026, iniciou-se uma rodada de apresentações individualizadas, tendo como alavanca a Escola Municipal José de Moura (Distrito de Cachoeira). Nestas reuniões com diretores e coordenadores pedagógicos, o objetivo é claro:
Sensibilização: Engajar os líderes escolares na importância do inventário.
Corresponsabilidade: Estabelecer um compromisso mútuo na execução das atividades.
Educação Integral: Utilizar o mapeamento dos "fazedores de cultura" locais como ferramenta pedagógica, transformando o patrimônio vivo em conteúdo gerador de conhecimento e cidadania.
Os Sujeitos da Pesquisa: Fazedores de Cultura
Ao aproximar o projeto das escolas, o Consigo transforma alunos e professores em agentes ativos do inventário. Ao identificar e documentar quem faz a cultura em seus distritos e territórios, a escola não apenas mapeia o patrimônio cultural vivo, mas contribui para uma educação integral, que valoriza a identidade local e conecta o currículo escolar e aprendizagem significativa à vida pulsante de Maranguape.
(Secratária de Cultural e Turismo de Maranguape. Adelaíde Prata. Feveiro, 2026)
(Secretário de Educação de Maranguape. Júnior Soares. Jornada Pedagógica. Fevereiro, 2026)
(Representante Centro Comunitário de Cachoeira, Dalisson Cavalcante. Jornada Pedagógica. Fevereiro, 2026)
Cronograma Progressivo: Projeto Consigo (Fase 3)
Período: Fevereiro e Março de 2026
O início da Fase 3 é marcado pela transição do planejamento institucional para a mobilização territorial. Para tanto é essencial garantir que as bases políticas, pedagógicas e operacionais estejam sólidas para o Inventário Cultural Participativo.
| Etapa | Ação Estratégica | Público-Alvo / Envolvidos |
| I. Alinhamento Institucional | Reuniões para formalização do Acordo de Cooperação Técnica e definição de fluxos de trabalho. | SECULT, SEDUC e Centro Comunitário de Cachoeira. |
| II. Pactuação Metodológica | Reuniões por Regionais Culturais Consigo para apresentação da metodologia de inventário e ajustes conforme a realidade de cada território. | Núcleos Gestores (Diretores e Coordenadores) das escolas de 6º ao 9º ano. |
| III. Mobilização Agentes Jovens | Lançamento e execução da Seleção Pública para 08 Agentes Jovens Territoriais, que atuarão como articuladores do mapeamento. | Jovens residentes em Maranguape e comunidades escolares. |




































