quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Ecomuseu de Maranguape inscreve propostas da 2ª Conferência 'Juventude e Patrimônio Cultural' no Calendário de atividades anual 2021 da ABREMC

 

Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (ABREMC) realizará encontro para ratificar sua Carta de Princípios de Objetivos, bem como apresentará no Fórum (online) com Ecomuseus e Museus Comunitários neste sábado (31/10) pela plataforma do Google Meet.

Para tanto, as iniciativas museológicas participantes do projeto 'Distantes mas Unidos' (Brasil e Itália) foram convidadas a formular coletivamente um calendário brasileiro de atividades para o segmento dos Ecomuseus de Museus Comunitários.


O Ecomuseu de Maranguape, para o calendário anual 2021 da ABREMC, 04 (quatro) propostas foram apresentadas. De todas as propostas elaboradas pelos Grupos Temáticos, para cada um dos GT's selecionou-se 01 (uma) proposta mais representativa e com viabilidade para ser implementada em cada um dos quatro trimestre no próximo ano de 2021. A saber:

GT 1 - Interdisciplinaridade da Educação Patrimonial
(Janeiro/Março)
Proposta: Incluir a Educação Patrimonial no PPP da Escola Municipal José de Moura.
Equipe responsável: Ecomuseu de Maranguape e Escola Municipal José de Moura
Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial:


GT 4 - Patrimônio Imaterial, Identidade e Luta pela Memória
(Abril/Junho)
Proposta: Elaboração do Mapa Genealógico da Comunidade de Cachoeira
Equipe responsável: Ecomuseu de Maranguape e Escola Municipal José de Moura


GT 3 - Patrimônio Material e a formação profissional dos jovens
(Julho/Setembro)
Proposta: Parcerias com as instituições de formação de Maranguape para incluir a temática Educação Patrimonial para os cursos direcionados para os jovens.
Equipe responsável: Ecomuseu de Maranguape, Escola Municipal José de Moura e parceiros, Cursos EAD de instituições profissionalizantes de Maranguape. 

GT 2 - Patrimônio Cultural e Diálogos Socioemocionais
(outubro/Dezembro)
Proposta: Constituir um observatório da Conferência e posteriormente um conselho consultivo-representativo de jovens e demais segmentos da sociedade local de Maranguape.
Equipe responsável: Todos os jovens participante do Observatório.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Neste dia de aniversário... estudantes da Escola Municipal José de Moura presenteiam o Ecomuseu de Maranguape com recolha, catalogação, salvaguarda e fruição do patrimônio imaterial da comunidade local - Cachoeira/Maranguape

12 de outubro - 14º Aniversário do Ecomuseu de Maranguape


Hoje a felicidade do Ecomuseu de Maranguape não poderia ser maior.... 

Relato da professora Dejane Costa:

"Tudo começou com o intuito de saber um pouco mais sobre essas lendas e também com as dicas dadas pela D. Graça  em nossos encontros da rede de amigos do Ecomuseu. 

Gostei da ideia e como o tempo vago é mais final de semana, então me dispus a fazer esse trabalho. Primeiramente fui ao encontro de algumas pessoas e comunicá-las sobre esse trabalho já informando da importância do mesmo para o desenvolvimento da cultura local, e também, com o intuito de  levar nossa história para o conhecimento de todos os nossos alunos.

Assim, todos que eu procurei não se negaram fazer parte. Então voltei a casa de alguns fiz roda de conversas, fotos, vídeos, elaborei pequenos textos, levei até meus alunos, onde os mesmos fizeram os vídeos. Aí minha aluna do 8º ano, Lauane que mexe muito bem com as tecnologias, enviei tudo para ela e finalizamos. Muito ainda ficou registrado em um caderno que estou montando com o resgate de momentos culturais, tipo portfólio, mas está apenas no começo."  12/10/2020.



(Pesquisa de: Cauê - 5º ano/Escola Municipal José de Moura)

Professores e estudantes da Escola Municipal José de Moura realizam atividade de Educação Patrimonial (online) de recolha, catalogação, salvaguarda e fruição de lendas e depoimentos sobre as manifestações locais do patrimônio imaterial que guardados e transmitidos de geração à geração ainda estão preservados no imaginário e na memória das famílias da comunidade rural do distrito de Cachoeira. 



(Pesquisa de: Júlio César -  5º ano/Escola Municipal José de Moura)


Com a coordenação da professora Dejane Costa e do coordenador pedagógico César Neto, as crianças do ensino fundamental I e II pesquisaram com suas famílias as lembranças e memórias mais recônditas. 



(Pesquisa de: Ana Flávia - 5º ano/Escola Municipal José de Moura)


Os mais pequenos ao realizarem leituras das lendas representam a salvaguarda comunitária em plena continuidade...



(Pesquisa de: Lauane - 8º ano/Escola Municipal José de Moura) 


Mais um lindo depoimento.... Graça Timbó, a liderança comunitária que mediou a criação do Ecomuseu de Maranguape entre Escola e Comunidade, assim descreve estes 14 anos de museologia em Cachoeira:

"Na data de hoje, 14 anos passados, nasceu  um rebento, cheio de esperança.
Esperança  do verbo "esperançar", para Paulo Freire  esperançar é se levantar, é ir atrás, é construir, é não desistir. 
E   exatamente por não termos ficarmos parados  é que hoje este adolescente já está dizendo a que veio. Porém, para que ele continue sua caminhada, cada vez mais firme nas suas raízes e com ramificações por paragens mais diversas precisa de um combustível que é inesgotável e que não exige, a princípio, nenhum investimento financeiro, pois está no coração de cada um de nós.  
Essa atitude  de  continuar as atividades educacionais semeando o amor pelas nossas histórias, pelo Ecomuseu, que nos une como o  epicentro de salvaguarda das nossas memórias assegura  sua continuidade por tempo indefinido. 
Que o Ecomuseu   esteja sempre unido à história de Cachoeira e  dos Cachoeirenses de solo e os de coração. Continuemos com o solo fértil de nossos corações sempre fazendo brotar e frutificar  a história de um povo que caminhou e caminha unido por laços de afetividade, memórias, sentimentos, tradições e realizações.
Nossas realizações   evoluem com a inovação dos tempos, se aprimoram com as aprendizagens dos seus atores e se tecem em novos momentos, que nos levam a construir novas realidades, páginas de uma história comunitária que, reconhecendo e valorizando o seu  passado, avança e dá  sentido  ao presente,  com os olhos voltados  para a continuidade desse fato histórico em permanente evolução  coletiva.
Parabéns ao Ecomuseu de Maranguape, a comunidade de Cachoeira e a todos que   estamos nessa trajetória!
Vamos  realizar nossa  segunda Conferência da Juventude de Maranguape comemorando o Aniversário do Ecomuseu e deixando nossas digitais nessa História Maravilhosa"


(Pesquisa de: Gabriel - 5º ano/Escola Municipal José de Moura)


Nesta importante tarefa de valorização do patrimônio cultural imaterial até os professores também em suas famílias pesquisaram sobre temas das brincadeiras e folguedos da cultural tradicional e popular, com a palavra, S. Anísio (acompanhado por S. João Ferro e D. Antonieta)...






segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Um super convite. Participe!! 2ª Conferência 'Juventude e Patrimônio Cultural de Maranguape' - 14, 15, 16 de Outubro 2020 (online)

Programação de Aniversário do Ecomuseu de Maranguape - 12/10/2020

 2ª Conferência ‘Juventude e Patrimônio Cultural’ de Maranguape

Data: 14, 15, 16 de outubro de 2020 (online)



APRESENTAÇÃO

No ano de 2009 o Ecomuseu de Maranguape realizou sua 1ª Conferência Juventude e Patrimônio Cultural. Na altura, o Ecomuseu encontrava-se com apenas 03 anos de existência e os resultados da sua 1ª Conferência serviram de base para o plano museológico e para diretrizes decenais das atividades e a formulação da sua missão, visão e valores do Ecomuseu de Maranguape.



Inscreva-se clicando no link: FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO


Portanto, vividos mais estes 10 anos, hoje encontramo-nos na realização da 2ª Conferência que assim como a edição anterior, também embasará a renovação dos princípios teóricos e práticos, ou seja, o convite ora em causa vale-se da importância do pensar e do agir coletivamente, do refletir a prática e ter a prática como fonte de reflexão. Para Paulo Freire, ação-reflexão como unidade dialética dos saberes e fazeres das comunidades. Em uma palavra, Práxis. 

Considerando que o Ecomuseu de Maranguape assentada sua missão, visão e valores na participação direta da comunidade local, nesta 2ª Conferência municipal, a programação dialógica objetiva também discutir e validar a sua concepção museológica orientadora das ações do Ecomuseu de Maranguape, qual seja,  Museologia de Práxis Comunitária.    



Inscreva-se clicando no link: FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO


Contudo, o convite também será para celebrarmos o aniversário de 14 anos do Ecomuseu de Maranguape. Recital de flauta, sessões dialógicas, palestra para juventude, são alguns dos especiais momentos a serem vivenciados durante dos 03 dias da programação. As temáticas dos grupos de discussão representam a essência da 2ª Conferência. Conheça-as e escolha seu grupo:


GT 1 - EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NA INTERDISCIPLINARIDADE

Coordenadores: César Neto e Dejane Costa

Objetivo: Valorizar, incentivar e apoiar o desenvolvimento de programas de Educação Patrimonial nas Escolas e pelas próprias escolas de forma interdisciplinar e considerando os contextos gerais e particulares das comunidades escolares locais. Os coordenadores partem da suas experiências no caso concreto da Escola Municipal José de Moura por meio da reorganização dos tempos e espaços de aprendizagem da Escola (AEL) em parceria com o Ecomuseu de Maranguape que permitiu a consolidação de uma disciplina que se ocupa da temática da histórica e memória local. Entretanto, como trabalhar a história e a memória de modo crítico e no sentido que se perceba a luta de classe que sempre pautou a produção do patrimônio cultural local?


GT 2 - PATRIMÔNIO CULTURAL E DIÁLOGOS SOCIOEMOCIONAIS 

Coordenadores: Elmo Soarez e Paulo César

Objetivo: Discutir, visibilizar e mobilizar metodologias que contribuam na formação socioemocional da juventude assentada no conhecimento do patrimônio cultural como produto das relações humanas ao longo de gerações, identificando e evocando assim, aspectos reflexivos, afetivos e de conscientização, dimensões humanizadoras do patrimônio cultural.     


GT 3 - PATRIMÔNIO MATERIAL E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Coordenadores: Alexandre Cabral e Aldir Freitas

Objetivo: Como sabido, Maranguape possui um rico e singular acervo edificado, patrimônio material, sobretudo, colonial, distribuído por todos os seus 17 distritos, haja visto o conjunto arquitetônico – Casarão e a Capela – do distrito de Cachoeira. A sede municipal concentra a maior parte dos Casarões, verdadeiras “coleções a céu-aberto” de arquiteturas e azulejos coloniais, o que fez com que este acervo estivesse no centro da política em turismo cultural município. Portanto, constata-se o grande potencial de engajamento da juventude para a formação profissional com base em seus acervos culturais, nomeadamente, as trilhas e informações históricas.



Inscreva-se clicando no link: FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO


GT 4 - PATRIMÔNIO IMATERIAL, IDENTIDADE E LUTA PELA MEMÓRIA

Coordenadores: Graça Timbó e Lêda Costa

Objetivo: Sensibilizar para o engajamento da comunidade local de Cachoeira para a produção e a salvaguarda compartilhada do patrimônio imaterial alicerçada na perspectiva do fortalecimento da identidade e da conscientização sobre a luta pela memória que os meios e os modos da organização comunitária. Considerando como de máxima importância a consciência de que são os homens e mulheres os construtores de suas históricas pessoais e coletivas e que antes de serem história e memória foram processos e  construções sociais.


GT 5 - PATRIMÔNIO NATURAL E O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DO TERRITÓRIO (*)

Coordenadores: Dalisson Cavalcante e Geane Vasconcelos

Objetivo: Ampliar a mobilização da juventude local do distrito de sobre quanto o pensar e o agir organizado e coletivo de modo crítico e criativo sobre questões e problemáticas socioambientais que afetam a comunidade local. Discutirá as concepções de Paisagem Cultural e Patrimônio Natural na perspectiva do desenvolvimento integral do território.

(*) Grupo Temático exclusivo para participação dos Jovens até 29 anos de idade.



Inscreva-se clicando no link: FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO


Observadora:

Yara Mattos

Curadoria:

Nádia Almeida

Marcio Carvalhal



 
Inscreva-se clicando no link: FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO


 

 

   


domingo, 16 de agosto de 2020

Lançamento da Rede de Amigos do Ecomuseu de Maranguape. O Futuro é Comunitário!!

 Conheça e saiba como participar da Rede de Amigos do Ecomuseu de Maranguape.

A programa da Mesa Redonda Virtual do Ecomuseu de Maranguape contou com o momento especial de lançamento da sua Rede de Amigos.

Foi apresentada a Cartilha que explica a importância da seu apoio para o projeto comunitário de Museu. Com a perspectiva de que o FUTURO É A COMUNIDADE a publicação descreve numa linguagem acessível e lúdica sobre porquê e como fazer valer os valores de solidariedade para uma transformação social que começa na comunidade. 


Para acessar a Cartilha basta clicar em: E-book 'Cartilha Rede de Amigos do Ecomuseu de Maranguape' 

Somos gratos!!
Equipe do Ecomuseu de Maranguape


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Aprovada realização da 2ª Conferência 'Juventude e Patrimônio Cultural' de Maranguape, com data prevista para 12 de outubro de 2020

Mesa Redonda Virtual do Ecomuseu de Maranguape 
 
 
Durante a programação da Mesa Redonda Virtual do Ecomuseu de Maranguape (12/08/2020), realizada pela plataforma Zoom, teve-se como objetivo celebrar o Dia Internacional da Juventude e promover um debate aberto sobre ideias e propostas para a 2ª Conferência Juventude e Patrimônio Cultural de Maranguape. Com as participações de 35 representantes, dentre estudantes do ensino fundamental e médio, professores e núcleos gestores da educação básica da rede pública das Escolas de Maranguape, bem como de um grupo de estudantes e do coordenador pedagógico da Escola Municipal José de Moura, César Neto. Contou-se com o apoio dos professores, o geógrafo Silvio Romero e o historiador, Elmo Suarez.

Como convidados especiais, a Mesa Redonda Virtual contou com a participação da Presidente e da Vice-presidente do Conselho Municipal de Educação de Maranguape, Sirone Freire e Verônica Falcão. Alexandre Cabral, da FITEC, e, como convidada observadora, a Mesa Redonda Virtual conclui com as considerações da professora do curso de museologia da Universidade Federal de Ouro Preto, Yara Mattos. Um dos momentos mais memoráveis foi o depoimento dos primeiros jovens que integraram os projetos do Ecomuseu de Maranguape desde sua inauguração, em 2006. Yara Cavalcante, Alexandre Arruda, Leandro Oliveira e Alexsandra Vasconcelos.  

Portanto, a Mesa Redonda Virtual aprovou a realização da 2ª Conferência Juventude e Patrimônio Cultural de Maranguape (online), como parte da programação de aniversário de 14 anos do Ecomuseu de Maranguape, em 12 de outubro de 2020.




A Programação Completa:

Mediação: Dalisson Cavalcante (Projeto CONSIGO)
Geane Vasconcelos (Coordenação de Juventude do Ecomuseu de Maranguape)

Video-documentário: melhores momentos do documentário histórico sobre a 1ª Conferência Juventude e Patrimônio Cultural do Ecomuseu de Maranguape (2009). Nádia Helena.

Depoimentos dos primeiros guias culturais do Ecomuseu de Maranguape e de profissionais que apoiaram a realização da 1ª Conferência.

Márcio Carvalhal (Consultoria de Projetos Sociais do Ecomuseu de Maranguape).

Dejane Costa (Núcleo Ecomuseu-Escola)

César Neto (Coordenação Pedagógica da Escola Municipal José de Moura).

PLENÁRIA (todos). Sílvio Romero.

Lêda Costa (Coordenação Comunitária do Ecomuseu de Maranguape) para apresentar sua relatoria/síntese das ideias e propostas apresentadas na PLENÁRIA, a fim de embasar a elaboração do Cronograma de atividades.

Lançamento da Rede de Amigos do Ecomuseu de Maranguape. Graça Timbó.

Considerações sobre o tema da Mesa-Redonda a ser realizada pela nossa convidada como ‘observadora’, Yara Mattos (professora do curso de museologia da Universidade Federal de Ouro Preto).



Não deixe de conhecer nossa Cartilha da Rede de Amigos do Ecomuseu de Maranguape!!





Equipe Técnica do Ecomuseu de Maranguape:

Coordenação Comunitária/Lêda Costa

Curadoria Museológica-Educativa/Nádia Helena

Consultoria Projetos Sociais/Márcio Carvalhal

Gestão Pedagógica/Graça Timbó

Núcleo Ecomuseu-Escola/Dejane Costa

Projeto CONSIGO/Dalisson Cavalcante & Geane Vasconcelos

Coordenação de Manutenção/Messias Rocha



segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Mesa Redonda Virtual do Ecomuseu de Maranguape celebra Dia Internacional da Juventude - 12 de Agosto de 2020/20h

                                                    

ECOMUSEU DE MARANGUAPE
DIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE – 12/08/2020 às 20h

Mesa-redonda virtual preparatória 
2ª Conferência Juventude e Patrimônio Cultural de Maranguape
Uma Perspectiva Crítica e Criativa para a Salvaguarda Comunitária


“Existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo”

Paulo Freire (Pedagogia do Oprimido, 1968)


A Coordenação de Juventude do Ecomuseu de Maranguape convida para a 'Mesa Redonda Virtual' em comemoração ao Dia Internacional da Juventude. Com o tema geral "O Patrimônio Cultural para o engajamento e para uma ação global  da juventude em tempos de pandemia", contamos com a sua participação neste importante debate e na construção de novas alternativas.

Inscreva-se por email: ecomuseumaranguape@gmail.com 

ou pelo WhatsApp: +55 85 982135263





Sejam todos/as e cada um/a bem-vindos/as ao nosso encontro comemorativo do Dia Internacional da Juventude a ser celebrado a cada ano nesta data de hoje (12/08/2020). De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esta data foi escolhida para reconhecer os esforços anteriores de valorização da juventude realizados com os Fóruns Mundiais da Juventude na década de 1990, sempre no mês de agosto e em datas aproximadas ao dia 12/08. O tema para 2020 conta com o seguinte contexto: 


“O tema do Dia Internacional da Juventude 2020, "Engajamento Juvenil para Ação Global" pretende destacar as maneiras pelas quais o engajamento dos jovens em nível local, nacional e global está enriquecendo instituições e processos nacionais e multilaterais, bem como tirar lições sobre como sua representação e engajamento na política institucional formal podem ser significativamente melhorados. Os jovens podem ser uma força positiva para o desenvolvimento quando recebem o conhecimento e as oportunidades de que precisam para prosperar. Hoje, há 1,2 bilhão de jovens com entre 15 e 24 anos, o que representa 16% da população global. Em 2030 — a data prevista para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que compõem a Agenda 2030 — o número de jovens deverá crescer 7 por cento, para quase 1,3 bilhão.” (Fonte: https://nacoesunidas.org/enviada-da-onu-para-juventude-lanca-campanha-de-criacao-global-de-emoji-para-twitter/)

Engajamento, representação, política e conhecimento são as palavras-chave que encontram lugar nesta Mesa Redonda virtual em causa. O patrimônio cultural, pela própria natureza social, resulta da relação dos homens e das mulheres entre si e com o seu território. Em outras palavras, o patrimônio cultural, antes de ser algo histórico, foi um processo histórico. E, como todo processo histórico, envolve luta social.

Pergunte-se, por exemplo, quem decidiu e por que um objeto tem mais valor histórico do que outro? Será que basta ser mais antigo para ser mais valioso? Ou, numa outra perspectiva… por que não se fala dos processos históricos (relações de trabalho, se escravo ou assalariado, divisão das classes sociais e opressões) que produziram determinados saberes e fazeres tradicionais? 




O Ecomuseu de Maranguape desde seu modelo de uma gestão que se queira comunitária, considera a participação da comunidade local, sobretudo, os jovens, como principal público dos seus projetos. Como instituição museológica, a sua função social e as suas demais instâncias organizativas, como missão, valores e visão, orientam-se de acordo com a participação e o nível de envolvimento dos seus públicos. Portanto, decenalmente, o Ecomuseu de Maranguape revê sua política museológica, e uma das principais formas de promover esta revisão e atualização é realizada por meio da Conferência sobre o Patrimônio Cultural.

Em 2009, para ser iniciada no decênio de 2010 a 2020, realizou-se a 1ª Conferência. Na altura, os jovens guias do Ecomuseu de Maranguape e jovens da comunidade de Cachoeira, organizaram e conduziram juntamente com a equipe técnica do Ecomuseu de Maranguape, grupos de trabalhos temáticos e a plenária de aprovação de propostas para serem desenvolvidas nas atividades e nos projetos (vide histórico no item anterior) para década anterior. Portanto, a 2ª Conferência ora apresentada pressupõe tanto dar a conhecer o que foi realizado como também propor novas diretrizes para este início de década, 2020-2030. 

Não por acaso, escolheu-se realizar esta reunião preparatória – Mesa Redonda Virtual - como programação comemorativa do Dia Internacional da Juventude, dia 12/08/2020 e escolhendo como data para a realização da 2ª Conferência, o dia 12/10/2020, data de aniversário do Ecomuseu de Maranguape. Com isto, serão dois meses de prazo para uma melhor organização e articulação dos parceiros para que sob à coordenação de Juventude do Ecomuseu de Maranguape, ocorra a recolha mais qualificada e representativa da visão, valores, opiniões, propostas, ideias, colaborações e por aí vai... de todos os públicos envolvidos nas atividades e projetos. Ou seja, o melhor presente de aniversário para o Ecomuseu de Maranguape.

domingo, 2 de agosto de 2020

Projeto CONSIGO. Juventude e Patrimônio Cultural.

Ecomuseu de Maranguape inicia novos projetos com mídias digitais. 

Desde maio de 2020, em razão da programação da Semana Nacional dos Museus, em contexto de pandemia, o Ecomuseu de Maranguape, em conjunto com equipes e a comunidade local, criou o projeto CONSIGO. 


CONSIGO, como pronome, significa 'com você' e corresponde a 'com você'. Com esta ideia do Patrimônio Cultural "com você" , surgiu a plataforma virtual CONSIGO, que, entre outros objetivos, pretende realizar um inventário etnográfico e promover a fruição museológica de conteúdo produzido pelos jovens, a partir da relação das comunidades locais de Maranguape, nomeadamente das comunidades escolares dos 17 distritos de Maranguape, com os seus territórios e o patrimônio imaterial, material e natural.

(Vídeo promocional. Entrevista feita pelos jovens do projeto em 2016 com Teresa Morales/México)


Para além de ampliar temáticas museológicas e educativas com base no próprio acervo histórico do Ecomuseu de Maranguape, a interdisciplinaridade, para um pensar crítico e criativo, alicerça a produção e a divulgação de conhecimento e práxis sobre educação, cultura e meio ambiente que emergem das problemáticas e realidades locais. 

CONSIGO aborda o patrimônio cultural de modo a tentar desconstruir naturalizações e neutralidades a tempos arraigadas no desenvolvimento e nas dinâmicas da organização comunitária... e o melhor... os jovens do projeto é que estão nesta coordenação, inspirados por Paulo Freire na práxis de:

"Existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo"

(Pedagogia do Oprimido. 1968).

 
Coordenação de Juventude do Ecomuseu de Maranguape:

         
Dalisson Cavalcante  
  Geane Vasconcelos


                          
     

terça-feira, 21 de julho de 2020

Vitória de hoje do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) ... continuemos em luta!!

Por esta importante conquista do FUNDEB de hoje (21/07/2020).

Continuemos em luta!!

E, para celebrar, relembremos os Planos de Educação aprovados em 2015.





Para nós do Ecomuseu de Maranguape... um dos momentos mais relevantes nesta relação museologia e educação foram as garantias para uma educação integral, aprovadas no Plano Municipal de Educação  de Maranguape, portanto, vivam e reativem-se os Planos de Educação!!

Sendo a principal delas… o Programa de Educação Patrimonial para todas as Escolas da rede municipal de educação.

Continuemos na luta pela implementação dos Planos de Educação.


Conheça as propostas aprovadas:




Dados os avanços e inovações do Plano Municipal de Educação de Maranguape, o site de notícias Portal  Aprendiz, referência nacional em cobertura jornalística sobre Educação, publicou, em 2015, uma reportagem que foi destaque no cenário brasileiro.

domingo, 19 de julho de 2020

Ecomuseu de Maranguape. Luta pela memória.

Uma luta pela Memória. 



(Acervo Ecomuseu. Tijolos originais da época da construção do Casarão. Século XVIII. 2005)
 
Esta coluna ocupa-se de contar, a partir das memórias e histórias de toda a gente de Cachoeira, a dinâmica de uma comunidade viva. Não apresentaremos de modo cronológico, mas, antes, seguindo o curso do acesso e da recolha de dados, dos tempos e espaços da experiência do Ecomuseu de Maranguape com Educação Patrimonial, e, sobretudo, procurando compreender como a relação da comunidade local com o seu patrimônio cultural afeta-se mutuamente e como, em conjunto, estão expressas determinações e efeitos do processo histórico.

Será mais como uma colcha de retalhos, em que cada um e cada uma de nós costurará, como melhor lhe der jeito, este tecido social… Vamos juntos.


Uma comunidade de Práxis.


O ano é 2005.

Os anos 2000 chegam e, com eles, as pautas ambientalistas consolidam-se no mundo e no Brasil como tema emergente e com maior visibilidade, sobretudo devido aos movimentos sociais e aos investimentos governamentais na elaboração de programas que contemplassem cada vez mais as questões ambientais nas políticas de desenvolvimento (sustentáveis?). A esta política ambiental deu-se o nome de Agenda 21.

O município de Maranguape, em 2001, deu início ao processo de elaboração de sua Agenda 21 (vide publicação sobre o tema: Agenda 21 local: experiências da Alemanha, do Nordeste e do Norte do Brasil. Fundação Konrad Adenauer, 2003). Concluindo este processo em 2003. 

Convocando todos os setores e segmentos da sociedade. A Fundação TERRA foi uma das organizações não governamentais do município, convidada a representar este segmento dos grupos de trabalho de elaboração de propostas. Foi nesta troca de experiências entre de instituições, lideranças e demais pessoas interessadas na temática que ocorreu o primeiro encontro entre a Fundação TERRA com a Comunidade de Cachoeira, na altura representadas por Nádia Almeida, então dirigente a ONG e Graça Timbó, na altura Diretora da Escola Municipal José de Moura, localizada no distrito de Cachoeira. Deste encontro, dois anos depois, tem início o processo que deu origem ao 1º Ecomuseu comunitário do estado do Ceará naquele distrito. O Ecomuseu de Maranguape.

(Acervo Ecomuseu. Plenária da Agenda 21 local de Cachoeira. Projeção na parede da Capela. 2005)

Desta forma, uma grande mobilização da comunidade de Cachoeira teve início em 2005. A Fundação TERRA foi convidada para junto com as instituições locais - Comitê Agrícola de Cachoeira, Escola Municipal José de Moura,  e Centro Comunitário de Cachoeira - como também todos os segmentos da população local participassem dos grupos de temáticos de trabalho. 



(Acervo Ecomuseu. Plenária da Agenda 21 local de Cachoeira. População local. 2005)


Na plenária que na altura realizou-se na frente da Capela da comunidade aproveitando a parede para projetar os resultados das discussões dos grupos temáticos. Cerca de 80 pessoas da comunidade e convidados preencheram todo o espaço aberto do bonito terreiro da Capela. Em plenária, elencaram-se as principais propostas para apreciação e votação. Legitimando-se, assim, como um processo de natureza comunitária.  


(Acervo Ecomuseu. Plenária da Agenda 21 local de Cachoeira. Graça Timbó e Alexandre Vasconcelos. 2005)


Para contextualizar o processo como comunitário, Graça Timbó e o aluno da escola local, Alexandre Vasconcelos, apresentaram o funcionamento e a composição dos grupos temáticos da Agenda 21 de Cachoeira. Ambos abordaram o  importante  histórico das conquistas da comunidade desde a década de 1970 com a criação do Comitê Agrícola de Cachoeira e do Centro Comunitário de Cachoeira. (Duas instituições de que o Blog se ocupará em breve).


(Acervo Ecomuseu. Plenária da Agenda 21 local de Cachoeira. Virgínia Adélia. 2005)


A plenária da Agenda 21 de Cachoeira, contou com o apoio de convidados, referência da área ambiental, como Virginia Adélia que apresentou o histórico do movimento ambientalista, a experiência da elaboração da Agenda 21 do município de Maranguape realizada em 2003. 



(Acervo Ecomuseu. Plenária da Agenda 21 local de Cachoeira. Nádia Almeida. 2005)


Uma das principais diretrizes aprovadas pela plenária da Agenda 21 de Cachoeira foi a proposta de utilizar o importante conjunto histórico-arquitetônico do período colonial, construído em meados do século XVIII, composto por um casarão, uma capela e um açude. A ideia inicial foi transformar este patrimônio arquitetônico em um equipamento cultural. Desta forma, o principal contributo da ONG Fundação TERRA, na altura coordenada por Nádia Almeida, foi a proposta de criação de um Ecomuseu para aquele espaço. Proposta aprovada pela plenária, legitimando o processo comunitário do Ecomuseu de Maranguape desde sua origem.



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Árabes e UNICEF. Um príncipe, um governador e a primeira-dama do Ceará em Cachoeira, Maranguape.

(Trechos do artigo em produção e as fotos das páginas de jornais: 
Nádia Almeida. Museóloga/Ecomuseu de Maranguape). 

O ano é 1982

                                                                              

                                                                                                       
As manchetes dos jornais cearenses noticiaram no mês de março de 1982 a visita de um membro da família real saudita ao estado do Ceará, nomeadamente para inauguração de obras sociais que contaram com o apoio de fundos internacionais como UNICEF e Fundo dos Países do Golfo Árabe, afirmava na altura as reportagens dos  Jornais Tribuna do Ceará e Diário do Nordeste 
   

     

Em 28 de março de 1982, pousa no aeroporto de Fortaleza/CE, a comitiva oficial da Arábia Saudita com o  príncipe Talal Bin Abdul Aziz Al Saud (1931-2018) que juntamente aos representantes do UNICEF e o embaixador da Arabia Saudita no Brasil, Abdalla Hababi, foram recebidos pelo governador do estado do Ceará, na altura, Virgílio Távora (1919-1988) e a primeira-dama, Luíza Távora (1923-1992). 

De acordo com as reportagens, dois helicópteros aguardavam toda a comitiva para se dirigirem à localidade de Cachoeira (pertencia, à época, ao distrito de Jubaia). Além dos jornalistas locais, jornalistas de outros países também cobriram a aproximação do Brasil aos sauditas. Lembrando que o Brasil ainda se encontra sob o regime ditatorial-militar com o General João Baptista de Oliveira Figueiredo (1918-1999), entre 1979 e 1985.

A visita do príncipe saudita ao Brasil fazia parte de um roteiro internacional pelos países do 'terceiro mundo', com os mais graves problemas de fome, de modo geral, e com a fome e os cuidados da infância e da mãe. 
 
Em entrevista que concedera ao Diário do Nordeste, o integrante da realeza saudita foi indagado sobre a situação do Brasil quanto aos "20 milhões de menores carentes" (dados de 1982). Na resposta diplomática do príncipe árabe, chamou mais atenção a informação de que este declarou ter participado de uma reunião com empresários paulistas e que havia sentido a "solidariedade" (aspas minhas) destes, por doarem dinheiro à campanha do UNICEF, intermediada pela LBA (Legião Brasileira de Assistência).    

Vale sabermos que foi durante o período da ditadura militar, em 1977, que a Legião Brasileira de Assistência (LBA) foi vinculada ao então Ministério da Previdência e Assistência Social, oficialmente como órgão assistencialista. (Fonte: Acervo Arquivístico/UFSM).

Na época da visita da comitiva saudita à presidente da LBA, Léa Leal, houve um imprevisto e ela não pôde acompanhar a comitiva até Maranguape.


O prefeito do município de Maranguape entre 1977 e 1983, Antônio Gonçalves Moreira, recebeu no improvisado heliporto (campo de futebol da comunidade) de Cachoeira, os helicópteros com esta inusitada conjunção de personalidades que chegavam a uma pequena comunidade rural para a inauguração de um projeto social, denominado Centro de Treinamento de Cachoeira (CETEC), sediado no Casarão histórico, hoje sede do Ecomuseu de Maranguape. 


  

Ao chegar ao Casarão, a comitiva saudita e a do UNICEF, mais o governador e a primeira-dama, Virgílio e Luiz Távora, deram início à programação de inauguração do CETEC. Um projeto articulado por uma liderança comunitária local, ligado aos movimentos da Igreja Católica que eram apoiados por instituições estadunidenses que financiavam ações no campo contra os movimentos considerados populares e/ou de esquerda. 

Professor Elias, como era conhecido, foi uma importante personalidade de Maranguape, que, para além de mobilizar parcerias governamentais para a criação do CETEC, também criou e foi o primeiro professor da  primeira escola da comunidade, foi responsável pela criação na década de 1970 das duas principais instituições de Cachoeira, o Centro Comunitário de Cachoeira e Comitê Agrícola de Cachoeira, de 1972 e 1973 (tema que será abordado mais detalhadamente em outro artigo).

 
Após a programação de apresentações culturais, como danças folclóricas, foi descerrada a placa  em bronze, comemorativa do momento histórico e hoje, integra o acervo museológico do Ecomuseu de Maranguape. Na placa, observam-se as seguintes informações:

1) O projeto do CETEC estava sob a tutela do Ministério da Agricultura.
2) O nome do projeto - Centro de Treinamento de Cachoeira;
3) O Programa foi financiado pelo Programa de Desenvolvimento de Comunidades Rurais (PRODECOR), com recursos doados pelo UNICEF e pelo Fundo dos Países do Golfo Árabe para o Desenvolvimento das Nações Unidas (AGFUN). 


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