quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Projeto de Georreferenciamento dos Ecomuseus, dos Museus Comunitários Brasileiros e do Patrimônio Cultural mobilizados pelos territórios de museologia comunitária.

 Avanços no Projeto de Georreferenciamento dos Ecomuseus, dos Museus Comunitários Brasileiros e do Patrimônio Cultural mobilizados pelos territórios de museologia comunitária.


(Reitoria UNESP, São Paulo. Agosto de 2026)


O Projeto de Georreferenciamento dos Ecomuseus e Museus Comunitários Brasileiros avança como uma iniciativa estratégica para visibilizar, cartografar e salvaguardar, de forma crítica e concreta, as iniciativas museológicas do campo da museologia comunitária, o patrimônio cultural mobilizado pelas comunidades, a luta política pela memória nestes territórios e os espaços de resistência dos fazedores de cultura em todo o país.

A iniciativa é elaborada por meio de uma cooperação técnica entre a Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (ABREMC), o Departamento de Geografia da Universidade Regional do Cariri (URCA) e a Fundação TERRA.



Origem e Maturação do Projeto

O projeto é fruto direto dos acúmulos e reflexões gerados durante os Seminários Ecomuseus e Geoparques do Estado do Ceará, realizados em duas edições:

  • 2025 (Maranguape): Início dos debates sobre a integração entre a cartografia geográfica e as metodologias da museologia comunitária.

  • 2026 (Crato): Aprofundamento dos critérios técnicos para o mapeamento de territórios museológicos e de acervos vivos.

(Ecomuseu de Maranguape. Outubro de 2025)


(Ecomuseu dos Baixios/Crato. Julho de 2026)




Aclamação e Aprovação

A proposta técnica ganhou escala nacional durante a programação do 2º Colóquio Internacional Paulo Freire e Museologia Comunitária da ABREMC, realizado na reitoria da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em São Paulo, em agosto de 2026.

Na ocasião, durante reunião de trabalho, o Departamento de Geografia da URCA apresentou formalmente a proposta do projeto para representantes de diversas instituições e redes parceiras:

  • ABREMC (Associação Brasileira de Ecomuseus e Museologia Comunitária)

  • Ibram (Instituto Brasileiro de Museus)

  • Secult Ceará (Secretaria da Cultura do Estado do Ceará)

  • Secretaria de Cultura e Turismo de Maranguape (Secult Maranguape) e Projeto CONSIGO.

  • UNESP (Universidade Estadual Paulista)

  • UNINA (Universidade de Nápoles, Itália)

  • Fundação TERRA/Ecomuseu de Maranguape

  • Ecomuseu dos Baixios/Geopark Araripe Mundial da UNESCO

A proposta foi aprovada por unanimidade, consolidando a cooperação interinstitucional e definindo as diretrizes metodológicas do Projeto.


Início pelo Estado do Ceará e Apoio Territorial

A fase piloto do georreferenciamento terá início no estado do Ceará, que servirá de laboratório metodológico antes da expansão para as demais regiões do Brasil. Para a implementação no território cearense, a iniciativa contará com o apoio comunitário e com a atuação local do Ecomuseu de Maranguape e do Ecomuseu dos Baixios (Crato).

Paralelamente, novos parceiros e apoios institucionais estão sendo articulados em reuniões setoriais contínuas, ampliando a rede de sustentação e a espacialização do projeto.

Por que o Georreferenciamento é Fundamental?

Este projeto vai além da simples delimitação de coordenadas em um mapa. O georreferenciamento dos ecomuseus e museus comunitários representa uma ferramenta de autonomia, planejamento e salvaguarda cultural:

  1. Visibilidade e Reconhecimento: Insere no mapa oficial experiências culturais e patrimoniais historicamente invisibilizadas pela museologia tradicional.

  2. Defesa do Território: Documenta as relações entre comunidades, meio ambiente e patrimônio material e imaterial, auxiliando as políticas de desenvolvimento integral dos territórios museológicos.

  3. Substrato para Políticas Públicas: Oferece dados estruturados para que o Ibram, a Secult Ceará e os órgãos gestores fundamentem editais, fomentos, planos e políticas setoriais no campo da museologia comunitária.

  4. Aprimoramento do trabalho em Rede: Conecta iniciativas locais em uma plataforma interativa acessível a pesquisadores, estudantes, gestores e ao público em geral.

  5. Turismo de Base Comunitária: Estimula rotas de visitação éticas e sustentáveis, gerando trabalho e renda para as comunidades locais.

Acompanhe e Participe

O projeto segue na fase de estruturação das ferramentas digitais e de realização das reuniões setoriais de articulação. Acompanhe os próximos informativos. 


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